domingo, 1 de março de 2015

A agenda de Deus para a humanidade



O evangelho de Lucas no capítulo 4 narra que Jesus voltou para a Galiléia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama. Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam.
Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.

Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor".


Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir". Lucas 4:14-21

O povo conhecia as profecias que faziam alusão à vinda do Messias. A expectativa nutrida na época era a de que um rei viria para estabelecer um governo terreno. Mas Jesus veio quebrar os paradigmas do mundo e nos convidar para uma contracultura.
Quando nos encontramos com Ele de fato, somos estimulados a experimentar um novo nascimento. Precisamos nos tornar tal qual um recém-nascido e reaprender a viver a vida. Não à nossa maneira, mas do jeito Dele. Foi para isso que Ele veio. Para nos ensinar a ser gente de Deus.
Na agenda de Cristo o ser humano é prioridade sempre.  Ele é o Deus que se humanizou por amor e proporcionou que recebêssemos uma consciência crística e uma nova identidade proveniente Dele. Não são coisas, são pessoas e suas respectivas relações que preenchem Sua agenda.
Através da unção do Espírito Santo de Deus, Jesus é autorizado, legitimado e capacitado para:

Pregar boas novas aos pobres
Ao anunciar boas notícias aos pobres, Jesus não se refere ao dinheiro, Ele não fala de pobreza ou riqueza financeira, mas de todas as esferas da vida. Ele quebra o modelo religioso vigente porque na época o conceito difundido era o de que os pobres eram malditos e indignos de receberem a salvação e os ricos por sua vez, considerados afortunados e merecedores.
(Em nada difere dos ensinamentos difundidos no âmbito eclesiástico nos dias atuais de que prosperidade financeira é sinal de “honra de Deus” e pobreza é sinal de que algo está errado: se está em maldição ou algum pecado oculto existente. Se você não sustenta um determinado padrão de vida, você não é visto com bons olhos).
Para todos que estão cientes de que não têm recurso algum para se bancar diante da vida, que se reconhecem espiritualmente pobres e não se consideram autossuficientes, a boa notícia da parte de Deus é esta: Vocês são espiritualmente ricos!
 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:17

Proclamar libertação aos cativos
Cristo veio desfazer as prisões que nós mesmos criamos. Àqueles que se deixaram aprisionar por tendências humanas, relacionamentos nocivos, hábitos maléficos, pensamentos perniciosos, medos patológicos, compulsões, vícios, traumas, comportamentos destrutivos. A boa nova do Filho de Deus é esta: Ele nos propicia a verdadeira liberdade, a libertação da nossa alma.
Podemos nos considerar pessoas livres, dotadas de inteligência, arbítrio, direito de ir e vir, mas se não nos rendermos ao Cristo, continuaremos como pessoas encarceradas, e tão aprisionadas quantos aqueles que se encontram algemados.
Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres. João 8:36

Restauração da vista aos cegos
Aos espiritualmente cegos Jesus veio tirar a cegueira, substituir o olhar humano pelo olhar divino, renovar o entendimento e conceder que tenhamos a mente de Cristo.
Recebemos Dele a capacidade de olhar para o cotidiano, cônscios de que temos uma missão a cumprir. Um olhar coerente para entender a vida e desfrutar os dias de forma sábia. A enxergar o outro como Ele enxerga.
Um olhar que não está focado apenas nesta vida terrena, mas mantêm os olhos postos na eternidade, cientes de que somos estrangeiros, e somos cooperadores de Cristo e trabalhamos conjuntamente com Ele para que o reino Dele seja estabelecido.
Jesus só pode curar aquele que reconhece sua cegueira e está disposto a ser curado. Quem não se considera cego não está apto a receber a cura.
Faça uso dos recursos que Deus disponibilizou para ter sua visão transformada e seu entendimento desembaraçado: aproxime-se Dele, de seus ensinamentos e da vida comunitária. Disponha-se a aprender sempre e se posicionar diante de Deus e da vida com humildade.

Liberdade aos oprimidos
A espiritualidade que Jesus nos ensina implica a consciência e a percepção de que somos rodeados de espíritos malignos. Porém, não precisamos temer esses seres espirituais do mal que nos rodeiam, antes, devemos pedir a Deus que nos ajude a discernir a presença deles e com ousadia e confiança na autoridade de Jesus que nos foi outorgada excretá-los de nossas vidas e relações.
Jesus veio nos livrar de toda cadeia espiritual. Àqueles que vivem sob jugo, não porque provocaram ou criaram situações de opressão, mas porque são vítimas de imposições do sistema e coerção do mal, do maligno, a boa nova para você é: em Cristo você está livre!
Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês. Tiago 4:7
Sabemos que ninguém nascido de Deus faz do pecado uma prática – o pecado fatal. Os nascidos de Deus são também protegidos por Deus. O Maligno não pode tocar neles. I João 5:18 –Bíblia a Mensagem

Época da Graça do Senhor
A graça é o amor de Deus derramado sobre a humanidade livre de qualquer retribuição. Este amor nos salva e nos conserva unidos com Deus. Ele decidiu amorosamente nos salvar da maldição eterna e nos abençoar, mesmo nós não sendo merecedores. Aliás, no reino da graça a palavra merecer nem mesmo se aplica.
O Reino de Jesus convoca-nos a um caminho que não depende de nossas realizações mas sim das realizações Dele. Nós não temos de realizar, apenas segui-lo.
Proclamemos e espalhemos graça aos quatro cantos do mundo.
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.  Efésios 2:8-9


O homem nasce quebrado. Ele vive com remendos. A graça de Deus é a cola. Eugene O’Neil
Texto inspirado a partir da preleção de Alexandre Robles em 22.02.2015 na Igreja Batista Memorial em Vila Rosária – São Paulo
 

 

 

 


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Porque você deveria assistir Loucas para Casar


Aparentemente mais uma comédia romântica clichê. A expectativa não era lá das melhores, ainda mais se tratando de um filme nacional. Mas o filme se desenrolou de forma surpreendente.

Não sou perita no assunto, tampouco crítica de cinema, mas minha experiência ao assistir o filme foi bastante positiva e saí do cinema com aquela sensação de que valeu a pena ficar quase 2 horas diante da telona, e de que o valor gasto foi bem empregado, além de despertar o interesse por explorar mais obras do cinema brasileiro.

O enredo muito bem laborado, com cenas engraçadíssimas, salpicado por fagulhas de suspense, consegue fisgar a atenção do público, e garantir boas risadas do começo ao fim.

De forma cômica, a produção apresenta os diversos conflitos inerentes ao universo feminino em relação à carreira, idade, aparência, e a questão do casamento tardio, advento cada vez mais comum na sociedade contemporânea, bem como em relação aos muitos papéis desempenhados pela mulher moderna em todas as esferas da vida.

A trama nos convida a refletir sobre o que somos capazes de fazer quando estamos obcecados por um alvo, de forma que muitas vezes permitimos que determinado sonho e a possibilidade de vivê-lo se torne a causa da nossa infelicidade e roube a nossa paz ao invés de algo benéfico. Deixamos de viver a realidade em detrimento de uma ilusão, de uma expectativa irreal criada e alimentada em nossa mente.

Nos leva a pensar que na ânsia de agradar outrem exigimos tanto de nós mesmos que nos tornamos perfeccionistas, controladores e como resultado, algozes de nós mesmos e sobre como é fácil nos perder em nós mesmos. Constantemente nos envolvemos e nos doamos tanto para o outro que sem nos dar conta perdemos nossa identidade como indivíduos.

Expectativas irreais são nocivas e nos impedem de desfrutar o belo, o singelo, que está bem diante dos nossos olhos. Sonhar é bom, fantasiar faz parte, mas com cautela para não se perder entre o real e o imaginário. Porque a vida real é muito melhor do que a ilusão que criamos em nossas mentes.
Um brinde à vida e as oportunidades que Deus nos concede!!!

Pra quem ainda não assistiu, corra. Vale a pena conferir!







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Simplesmente um milagre



Ouça música abaixo e se possível, pare, feche os olhos e sinta a melodia






Essa canção me remete a pensar que muitas vezes vivemos na expectativa de coisas grandiosas e experiências sobrenaturais e relegamos os eventos singelos que permeiam o cotidiano. Desvalorizamos os acontecimentos habituais, e nos esquecemos de que os maiores milagres estão nos casos e acasos da vida.

Onde está o milagre?

Perceba-o na complexidade do corpo humano e seu funcionamento harmonioso;

Veja-o através dos sorrisos das crianças repletos de inocência e travessura;

Aproveite-o no privilégio de ficar até de madrugada dando risada na companhia dos amigos;

Reconheça-o na multiplicidade da natureza exuberante;

Surpreenda-se com o milagre presente na capacidade criativa do ser humano;

Sinta-o no abraço apertado de uma pessoa querida;

Receba-o através do cafuné gostoso nos cabelos;

Agradeça o milagre de chegar a casa após um dia cansativo, tomar um banho quente e estatelar-se no sofá;

Ele se faz presente no aconchego do colo da vó;

E no experimento de provar sabores e aromas desconhecidos em um evento gastronômico;

Na graça de saber que temos tecnologia para falar com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo;

Compreenda-o através de cada manhã que nasce para nos presentear com uma nova oportunidade;

Identifique-o na sublimidade do nosso Deus que se tornou humano e nos compreende melhor do que a nós mesmos;

Viva o milagre de conhecer um Deus que não é distante, mas que se humanizou por amor a nós;

Desfrute-o na convicção de saber que Deus habita dentro de nós e não precisamos fazer uso de nenhum apetrecho para nos aproximarmos Dele nem tampouco quaisquer oblação para sermos aceitos;

Note o milagre de ter um Deus que nos aceita em nossa totalidade e humanidade imperfeita porque Ele nos amou primeiro;

Encontramos a completude da nossa existência quando nos colocamos em contato com o divino.

Quanto mais plenos do divino mais humanos nos tornamos.







A própria vida é um milagre em si, uma dádiva digna de ser celebrada. Desfrute!









quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sobre cérebro e coração




Ah! Coração! Por que és tão teimoso?

Por que insistes em desejar o que não te faz bem?

Por que não faz as pazes com o cérebro e caminha com ele de mãos dadas?

Por que persistem em brigar, ora um, ora outro, querendo governar?

Ah! Cérebro frio e calculista! Por que és tão duro assim?

Por que teimas em menosprezar o coração e zombar de tuas fantasias, carências e delírios?

Por favor, façam as pazes!

Cabeça e coração, sentimento e razão.

Permitam-me uma jornada de paz sem a agitação e a oscilação constante que provocam quando estão em desacordo.

Abracem-se! Rogo-lhes que andem de mãos dadas!

Deem uma trégua, lhes peço.

Propiciem refrigério para uma alma carecida de alento.

Caminhem no mesmo compasso! Andem lado a lado!

Ah! Cérebro e coração! Sejam melhores amigos nessa estrada de devaneios e emoções.




Por vezes sinto vontade de encarar cérebro e coração e dizer:

-  Cérebro, amigo você é o chefe, se posiciona! Coloca “o teu na mesa” e mostra que o “teu é o maior do que o dele”, aliás, que é o maior do que todos e quem manda é você!

- Coração, colega, você é só uma bomba hidráulica com quatro gavetas que vivem dando problema! Com passar dos anos vou acabar tendo que cortar uma veia da minha perna pra fazer uma emenda em você, uma verdadeira gambiarra porque você para de funcionar por qualquer coisa. Então para de se considerar o “rei da cocada preta” porque você nem funciona direito até o fim da vida.

Então o cérebro se infla e todo convencido assume o comando. Mas quando se percebe sozinho na frente do coração olha para trás, recua e fala:

- Desculpa, mas essa responsabilidade não é minha! Eu não cuido dessa área. Chama o outro cara, o tal do coração. Eu sei que ele é meio porra-louca, mas esse departamento é dele.


Quando o coração grita por socorro o cérebro “baixa a bola”. Retorna, olha pro coração e fala: “tamo junto nessa irmão”.



 Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Salmos 42:5


Quando dizer "não" é opção
E a fé te pede um "Sim"
Quando é preciso enfrentar e a alma quer fugir




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ando devagar porque já tive pressa

Esperar não é agradável para ninguém. Vivemos tempos nos quais não conseguimos esperar.

Esperamos a conexão da internet se estabelecer e se a espera ultrapassar mais de dois segundos já ficamos irritados. Ao chegar a um restaurante não queremos aguardar para sermos atendidos, quando estamos no ponto de ônibus reclamamos incessantemente se ele não chega logo, nas filas do banco e do supermercado, batemos o pé, fazemos cara feia e reclamamos dizendo que os funcionários são lentos. No trânsito, não somos capazes de esperar segundos sem buzinar quando o semáforo se abre e o veículo á nossa frente não avança. Nas estações de metro, não conseguimos esperar as escadas rolantes completarem seus respectivos ciclos sem que antes as desçamos com toda agilidade. Nem ao menos as mulheres estão aguentando esperar que se completem as 40 semanas para dar à luz aos seus filhos: muitas querem apressar o ciclo natural de seus corpos, apelando para cesarianas muitas vezes precoces e desnecessárias.

Esperar nunca foi algo fácil para o ser humano, e no mundo contemporâneo em que vivemos, com o advento da tecnologia, somos cada vez mais ensinados e estimulados a ter pressa, muita pressa, afinal, esperar é ruim demais, e queremos tudo para ontem. Somos resultado da cultura “fast food” implícito no nosso cotidiano e, em parte por esse motivo, adotamos o “fast tudo” como estilo de vida.

A palavra esperar é citada inúmeras vezes na Bíblia, e não por acaso, pois Deus nos conhece e sabe o quanto temos dificuldade quando o assunto é esperar, sendo que a espera faz parte do nosso dia a dia, das atividades mais corriqueiras às mais complexas, bem como do nosso ciclo de vida.

Uma das coisas que mais me fascinam em Jesus de Nazaré, o próprio Deus encarnado, é que Ele nos chama para uma contracultura, para andarmos na contramão deste mundo.

Enquanto todos buscam acúmulo de riquezas, Ele nos chama a repartir e ensina a generosidade, enquanto vivemos em busca de poder e status, Ele nos incita ao serviço e nos leva a percorrer o caminho da humildade, enquanto desejamos a autossatisfação e o sucesso, Ele nos desperta para praticar a renúncia e trilhar passos rumo à abnegação.

Enquanto temos pressa, muita pressa, somos estimulados por Deus através das escrituras a esperar. E não só esperar, mas aguardar com paciência – Salmos 40:1.

Gosto muito de refletir sobre o texto que se encontra no evangelho de Lucas 10: 38-42.

Marta e Maria eram irmãs, e ambas tiveram o privilégio de ter Jesus, o Filho de Deus hospedado em sua casa. Enquanto Marta estava apreensiva e inquieta, correndo de um lado para o outro, envolta em inúmeras atividades a fim de oferecer a melhor hospitalidade para Jesus, Maria, simplesmente se aquietou, sentou-se aos pés do Senhor, e se colocou a escutá-lo e desfrutar de Sua presença. Embora a agitação de Marta fosse movida por um desejo legítimo: servir a Jesus com excelência; a história nos conta que foi Maria quem escolheu a melhor parte, e isso, porque não teve pressa. 
Muitas vezes executamos coisas importantes, mas não essenciais.

Penso em Jesus presente hoje ao nosso lado nos dizendo:

- Escolha as melhores partes: cultive momentos de solitude, silencie diante de Mim, ouça a Minha voz, desfrute da Minha presença! Tire tempo para estar consigo mesmo! Brinque com seus filhos, aproveite enquanto são crianças, eles crescerão rapidamente! Desligue a TV e saia para namorar o seu cônjuge, nenhum relacionamento sobrevive sem que seja investido tempo de qualidade e diálogo! Trabalhe menos, não se prenda tanto as conquistas materiais! Desplugue o computador, e tire tempo para se exercitar afinal seu corpo é templo do Espírito Santo e precisa ser cuidado!

Infelizmente essa maneira de viver corrida e agitada é levada também para nossa vida com Deus, na comunidade que congregamos, nos nossos relacionamentos interpessoais de ordem familiar e afetiva e para nossas ambições pessoais.

O jovem solteiro cansa de esperar aos pés do Senhor por um bom encontro e se aventura em relacionamentos precipitados, os adolescentes anseiam por atender os seus impulsos e se enveredam em relações impróprias e precoces, na ânsia de obter reconhecimento profissional ou retorno financeiro esperado, adotamos muitas vezes ações ilícitas ou tomamos decisões impulsivas, porque não conseguimos aguardar. Pulamos de igreja em igreja, devido à intolerância com o semelhante, ou buscando esse ou aquele milagre.

Os benefícios de esperar e exercitar a paciência são inúmeros, mas gostaria de destacar alguns:

       Quando esperamos, nossas energias, que outrora canalizadas em reclamações, inquietações e anseios desnecessários, são poupadas e aplicadas na execução de atividades produtivas, emoções positivas e pensamentos benéficos para nosso corpo, alma e espírito.

§      Quando somos pacientes e agimos sem pressa conseguimos com mais facilidade encontrar o equilíbrio, e tomar decisões coerentes e ponderadas.

§       Quando agimos na euforia e na correria, necessariamente nos arrependemos depois, pois com o ânimo alterado não conseguimos ponderar os fatos e gerenciar as emoções.

§       Quando somos dominados pela pressa, perdemos momentos únicos e sublimes e deixamos de desfrutar bons momentos na vida que invariavelmente não estão nos grandes acontecimentos, mas, presentes nos fatos corriqueiros.

§  Enquanto esperamos, ganhamos maturidade. Produzimos esperança à medida que somos perseverantes e adquirimos experiência.

Boas coisas estão acontecendo enquanto estamos esperando.



Que Deus nos ajude a deixar de lado a pressa que nos acomete a cada dia mais, e relaxarmos nos braços do Pai, fazendo do tempo o nosso aliado e encontrando o equilíbrio entre o "não ter pressa e não perder tempo".

“Quanto mais o tempo corre, menos eu quero correr” – Zé Bruno, Banda Resgate.




Ando Devagar
 
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais, 
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, 
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou 
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs, 
O sabor das massas e das maçãs. 
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz 
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir. 

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente 
Compreender a marcha, ir tocando em frente, 
Como um velho boiadeiro, levando a boiada 
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou, 
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs, 
O sabor das massas e das maças, 
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz 
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir 

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora, 
Um dia a gente chega, no outro vai embora, 
Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si 
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz, 
conhecer as manhas e as manhãs, 
O sabor das massas e das maças, 
É preciso amor pra puder pulsar, é preciso paz 
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir 

Ando devagar porque já tive pressa, 
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais, 
Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si 
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O que aprendi sobre dias terríveis horríveis nada bons muito ruins

O que aprendi sobre dias terríveis horríveis nada bons muito ruins



Tenho aprendido em minha não tão curta, nem tão longa jornada que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu...”; assim como diz o sábio em Eclesiastes 3:1.

Estou sendo ensinada por Deus, pela vida, estou aprendendo comigo mesma, com pessoas queridas e especiais, e novamente tive a feliz oportunidade de aprender em um domingo com Ed Rene Kivitz.

Oportunidade de pensar um pouco mais sobre a misteriosa, adorável e ao mesmo tempo, difícil arte de viver. Tempo para meditar sobre nossa condição humana e saber que todos nós podemos e vamos certamente enfrentar dias horríveis, terríveis, nada bons, muito ruins.

Que não é razoável da nossa parte esperarmos que Deus nos livre dos males aos quais estamos todos sujeitos nesta vida terrena, e que muitas vezes somos  acometidos por tragédias das quais somos incapazes de decifrar da onde, porque ou de que forma foram originadas.

Porém, embora façamos parte de um ciclo de vida no qual “há tempo para nascer e tempo para morrer, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derribar e tempo de edificar, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria, tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de estar calado e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz” Eclesiastes 3:2-8; podemos sempre ter a certeza de que o amor de Deus está conosco e nos sustenta, seja lá qual for a fase da vida que estivermos enfrentando, porque ele é Emanuel – Deus conosco.

Não podemos exigir de Deus ou nutrir a expectativa infantil de que seremos livrados de todas as intempéries da vida, mas há três coisas que podemos esperar de Deus no dia horrível, terrível, nada bom, muito ruim:

1.       Que a nossa vida não seja destruída, mas reconfigurada.
O mal não pode destruir as nossas vidas diante de uma tragédia ou situação inesperada, neste dia, no dia mal e escuro, nossa vida não é destruída, mas sim, reconfigurada. Coisas boas acontecem quando temos a vida reconfigurada. E nesse processo nos descobrimos e encontramos outra vida, ainda que através de uma situação jamais esperada ou desejada.

2.       Que Deus nos fortaleça e sustente.
A marcha do mal não pode parar a marcha do bem, no máximo, nos obriga a diminuir o passo, mas nenhum mal tem o poder de fazer parar a marcha do bem, no máximo, atrasá-lo. Deus nos dá capacidade para continuar sonhando mesmo em meio aos dias maus.

3.       Que Deus transforme o mal em bem.
A tragédia é sempre uma tragédia. No luto vamos chorar, na dor, vamos sofrer, não vamos ignorar ou mascarar os sentimentos, mas nutrindo a convicção de que Deus pode transformar o mal em bem.
Após o mal, Deus levanta pessoas que outrora foram “fracas e pequenas” em pessoas fortes e agigantadas.

Deus é especialista em nos fazer sonhar na noite escura. E os piores momentos da vida podem gerar os melhores resultados!

Portanto, viva, contente e grato pela dádiva da vida, a despeito se os dias forem ensolarados, chuvosos, nevoentos ou tempestuosos por quê:


Nossa vida é obra de tapeçaria é tecida de cores alegres e vivas
Que fazem contraste no meio das cores nubladas e tristes
Se você olha do avesso nem imagina o desfecho
No fim das contas tudo se explica
Tudo se encaixa tudo coopera pro bem
Música: O Tapeceiro – Stenio Marcius



O título deste texto faz alusão ao filme “Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day” o qual fala sobre Alexander de 11 anos (Ed Oxenbould) que passa pelo dia mais horrível e terrível de sua jovem vida: um dia que começa com chiclete preso em seu cabelo, seguido de uma calamidade após a outra. Mas quando Alexander conta para sua família animada sobre suas aventuras no dia desastroso, ele não encontra muito apoio e começa a pensar se as coisas ruins só acontecem com ele. Ele logo descobre que não está sozinho quando sua mãe (Jennifer Garner), pai (Steve Carell), irmão (Dylan Minnette) e irmã (Kerris Dorsey) se deparam com seu próprio dia terrível, horrível, nada bom, muito ruim.


Este texto foi elaborado a partir da ministração do preletor Ed Rene Kivitz em 17.10.2014 na Igreja Batista de São Mateus


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O cansaço que nos cansa





Vivemos inseridos em um contexto no qual somos desafiados a comprar coisas das quais não precisamos para na maioria das vezes impressionarmos pessoas de quem não gostamos.

Somos pressionados a alcançar um padrão inatingível de beleza imposto pela mídia estimulada por uma sociedade que equivocadamente passou a valorizar mais a aparência do que o interior.

Impelidos pelo mundo corporativo a trabalhar mais, seguindo a lógica de que se produzirmos mais, ganharemos mais dinheiro, e se tivermos mais dinheiro, teremos uma vida mais confortável. 

Exaustos, buscamos na religião um caminho para nos livrar das tensões e aliviar os pesos que carregamos. Mas, não raras as vezes, nos sentimos ainda mais sobrecarregados, incluídos num ambiente aonde não podemos ser nós mesmos, nem admitir as nossas fraquezas.

O cansaço que sentimos não é oriundo da vida, mas da maneira como vivemos.

Em meio a esse frenesi Jesus nos chama carinhosamente e oferece descanso.



Sussurra com ternura em nossos ouvidos:

“Vocês estão cansados, enfastiados da religião? Venham a mim! Andem comigo e irão recuperar a vida. Vou ensiná-los a ter descanso verdadeiro. Caminhem e trabalhem comigo! Observem como eu faço! Aprendam os ritmos livres da graça! Não vou impor a vocês nada que seja muito pesado ou complicado demais. Sejam meus companheiros e aprenderão a viver com liberdade e leveza”. Mateus 11:28-30 A Mensagem – Bíblia em Linguagem Contemporânea

Cristo nos propõe um novo jeito de viver a vida com simplicidade e leveza, e nesse jeito diferente aprendemos que mais importante do que ter é ser.  O ter nos conduz à posse material que acaba por despertar e fomentar o egoísmo e a falta de altruísmo, enquanto o ser reafirma a nossa identidade e molda o nosso caráter à imagem e semelhança do próprio Deus.

Nosso conceito de beleza é resignificado, somos convictos de que devemos cuidar do corpo que é templo do Espírito, mas que a aparência pouco importa, porque a beleza é um estado de espírito que emana do âmago, um coração satisfeito resulta em um rosto formoso, e não existe um padrão estereotipado porque toda beleza é exclusiva e imperfeitamente bela.

Somos convidados a repensar a relação que estabelecemos com o consumo, cientes de que os bens mais valiosos do mundo são aqueles que dinheiro nenhum pode comprar, passamos a valorizar mais as experiências e relações. O dinheiro passa a ocupar um espaço diferente em nossa vida porque recursos financeiros compram conforto físico, mas, sabemos que necessitamos prioritariamente de conforto para a nossa alma.

Reinventamos a nossa experiência profissional, porque ter sucesso já não é tão importante assim, o que desejamos mesmo é exercer nossa vocação e frutificar através dos nossos dons e habilidades, com a convicção de que acordamos pela manhã e saímos para trabalhar cônscios do propósito de fazer o que estamos fazendo.

Nossa alma descansa quando nossa existência encontra sentido no Jesus Cristo que chamamos de Deus. Quando andamos verdadeiramente com Ele não carregamos pesos, nem da religião, tampouco da vida. Encontramos alegria em meio ao caos e refrigério para a nossa alma.



Mateus 11
28 "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
29 Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

Texto elaborado a partir da preleção do pastor Alexandre Robles na Igreja Batista Memorial em Vila Rosária – São Paulo no dia 25 de janeiro